25 de julho de 2010

Ninguém se cruza por acaso

As pessoas entram na nossa vida por uma razão, por uma estação ou por uma vida inteira. Quando percebermos o motivo vamos saber o que fazer com cada pessoa.
Quando alguém está na nossa vida por uma razão é, geralmente, para suprimir uma necessidade que demostramos. Elas vêm para auxiliar numa dificuldade, fornecer apoio e orientação, ajudar física, emocional e/ou espiritualmente. Elas poderão parecer uma dádiva; e são! Elas estão lá pela razão que precisamos delas. Então, sem nenhuma atitude errada da nossa parte ou num ahora inconveniente, essa pessoa vai dizer ou fazer alguma coisa para levar essa relação a acabar. Às vezes, essas pessoas morrem. Às vezes, elas simplesmente partem. Às vezes, elas agem e forçam-nos a tomar uma posição. O que devemos entender é que as nossas necessidade foram atendidas, os nossos desejos preenchidos e o trabalho delas feito.
Quando as pessoas entram nas nossas vidas por uma estação, é porque chegou a nossa vez de dividir, crescer e aprender. Elas trazem-nos a experiência da paz, ou fazem-nos rir. Elas, geralmente, dão-nos uma quantidade enorme de prazer. Acreditem! É real! Mas somente por uma estação.
Relacionamentos de uma vida inteira ensinam lições para toda a vida. Coisas que devemos construir para ter uma formação emocional sólida. A nossa tarefa é aceitar a lição, amar a pessoa e aplicar o que aprendemos em uso, em todos os outros relacionamentos e áreas da nossa vida.
É dito que o amor é cego, mas a amizade é clarividente.
Só é necessário um minuto para simpatizarmos com alguém, uma hora para gostarmos de alguém, um dia para querermos bem a alguém, mas é preciso uma vida inteira para que possamos esquecê-la. Nós conhecemos as pessoas por acaso, mas não é por acaso que elas permanecem nas nossas vidas.

(autor desconhecido)

Metade

Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo em que acredito não me tape os olhos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito; mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe seja linda, ainda que em tristeza.
Que a mulher que eu amar seja sempre amada, mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida; mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu digo não sejam ouvidas como preces.
E nem repetidas com fervor; apenas respeitadas.
Como a única coisa que resta a um homem num dado de sentimentos.
Porque metade de mim é o que eu ouço; mas a outra metade é o que calo.
Que a minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que mereço.
E que esta tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso; mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste e o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflicta no meu rosto um doce sorriso que eu me lembre de ter dado na infância.
Porque metade de mim é a lembrança do que fui; mas a outra metade não sei.
Que seja preciso mais que uma alegria para me aquietar o espírito; e que o silêncio me diga cada vez mais.
Porque metade de mim é a luta; mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos mostre uma resposta, mesmo que ela não saiba; e que ninguém a tente complicar, porque é preciso simplicidade para a fazer florescer.
Porque metade de mim é plateia; e a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada.
Porque metade mim é amor; e a outra metade... também.

(autor desconhecido)

O Alentejano e o Intelectual

Um Alentejano apanha um comboio para ir a Lisboa e senta-se ao lado de um senhor muito bem vestido. O alentejano começa a olhar e pergunta...