Gosto imenso de pessoas tímidas. Se calhar porque tenho inveja delas. Nem sempre; mas quase sempre.
Há os extrovertidos e os tímidos mas mesmo os extrovertidos têm de ser tímidos num primeiro encontro. Tenho horror àquelas pessoas que ficam logo íntimas como se não fosse preciso fazer nada para conquistar ou outros ou que os outros são um território onde outros podem entrar sem convite.
Mas são os tímidos, os tímidos convictos, que têm a minha admiração. Não se impõem aos outros à força; quando falam geralmente é porque têm qualquer coisa importante para dizer, ouvem as nossas estórias até ao limite da paciência e são o ombro em que mais apetece chorar. Normalmente são muito mais sábios porque usam mais tempo a observar o que se passa à volta e conseguem fazê-lo sem serem notados. O silêncio dos tímidos não é pesado, nem os coloca de fora de um grupo.
Mas acima de tudo, têm um sorriso que os extrovertidos normalmente não têm. Não é frequentemente e por isso tem muito mais graça; e depois começa num canto da boca e vai-se transformando num sorriso só aos poucos. Quando os conseguimos fazer sorrir sentimos um nó na garganta e apetece que eles nunca mais deixem de o fazer. Mas eles deixam.
Outra grande vitória é quando conseguimos que deixem durante um bocadinho de ser tímidos, ou que deixem de ser tímidos connosco. Não vale a pena usar copos para os desinibir. Para ser especial é preciso que se sintam tão seguros que sejam eles próprios, que falem deles e das coisas que os incomodam, façam aqueles comentários inteligentes de quem afinou muito bem as palavras antes de as dizerem.
Os tímidos não precisam de trazer flores ou presentes… basta aparecerem!
(autor desconhecido)
Há os extrovertidos e os tímidos mas mesmo os extrovertidos têm de ser tímidos num primeiro encontro. Tenho horror àquelas pessoas que ficam logo íntimas como se não fosse preciso fazer nada para conquistar ou outros ou que os outros são um território onde outros podem entrar sem convite.
Mas são os tímidos, os tímidos convictos, que têm a minha admiração. Não se impõem aos outros à força; quando falam geralmente é porque têm qualquer coisa importante para dizer, ouvem as nossas estórias até ao limite da paciência e são o ombro em que mais apetece chorar. Normalmente são muito mais sábios porque usam mais tempo a observar o que se passa à volta e conseguem fazê-lo sem serem notados. O silêncio dos tímidos não é pesado, nem os coloca de fora de um grupo.
Mas acima de tudo, têm um sorriso que os extrovertidos normalmente não têm. Não é frequentemente e por isso tem muito mais graça; e depois começa num canto da boca e vai-se transformando num sorriso só aos poucos. Quando os conseguimos fazer sorrir sentimos um nó na garganta e apetece que eles nunca mais deixem de o fazer. Mas eles deixam.
Outra grande vitória é quando conseguimos que deixem durante um bocadinho de ser tímidos, ou que deixem de ser tímidos connosco. Não vale a pena usar copos para os desinibir. Para ser especial é preciso que se sintam tão seguros que sejam eles próprios, que falem deles e das coisas que os incomodam, façam aqueles comentários inteligentes de quem afinou muito bem as palavras antes de as dizerem.
Os tímidos não precisam de trazer flores ou presentes… basta aparecerem!
(autor desconhecido)
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